quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Grande romance

O filme “O diário da nossa paixão” é uma “extravagância” dentro daquilo que são filmes românticos, pois, além do muito drama, o filme não resvala em clichés românticos e respeita a inteligência de quem o vê, tendo tudo para agradar aos mais sensíveis e românticos.
É um daqueles filmes à moda antiga, uma história sobre oportunidades perdidas, por isso, este fim-de-semana, aproveitei para o rever.

É sobre um homem que vai ler um romance a uma mulher num lar de idosos. Esse romance fala de uma menina rica que se apaixona por um jovem muito simples, mas apaixonado pela vida, “rapazito” simples, no entanto, são separados pelos pais dela. Eles são separados devido a essas circunstâncias - e pela súbita eclosão da Segunda Guerra Mundial -, mas ambos permanecem assombrados pelas lembranças um do outro. Quando Noah volta para casa, após a guerra, Allie foi-se embora, talvez para sempre, da sua vida mas não do seu coração. Embora Noah ainda não saiba, ao fim de algum tempo, Allie voltou a Seabrook, onde eles se apaixonaram. Acontece que, agora, Allie está noiva de Lon, um soldado abastado que conheceu quando foi voluntária num hospital. É esta a história, o romance, que o tal homem lê de um caderno antigo para essa mulher que visita regularmente no lar. Embora a memória dela esteja prejudicada, devido à doença que sofre, ela deixa-se envolver pela emocionante história de Allie e Noah e por alguns breves momentos consegue reviver uma época de paixão e turbulência, em que eles juraram que ficariam juntos para sempre.

Quantas de nós poderão dizer isto: Eu já vivi um grande romance!
Quantos já viveram esse privilégio de sentir o tempo não passar enquanto estão nos braços do grande amor da sua vida?!?? Quantos acreditam que ainda são tudo para quem lhes leva o ar que respiram???

Não sei se já vivi um grande romance ou foram apenas instantes fugazes de oportunidades não concretizadas de o viver ao máximo! No entanto, não me limitei, tão pouco, a assistir à minha própria vida a passar! Posso dizer que já amei, já chorei, já gritei, já me embebedei, já corri pelas ruas, enquanto gritava o seu nome, feliz, já escrevi, muito, e já senti, ou ainda sinto, uma enorme inspiração com tudo isso! Mesmo que precise de um tempo só para mim, ao olhar para trás, é bom perceber que não me arrependo do que fiz. Talvez, apenas, do que não fiz! Particularmente das coisas que não tive coragem de saber, dizer ou fazer! Por isso, por vezes, ainda teimo em esconder-me dentro de um filme ou de um livro, imaginando-me a mim com protagonista e a minha vida a sua história!

Contudo, como é que identificámos um grande amor ou romance?!??
Esta resposta poderá ser complexa ou, então, sabemos, simplesmente, porque basta um gesto, um sinal, um toque ou um olhar, para que tudo se assuma com uma clareza inequívoca!

Estas são algumas das melhores cenas deste filme maravilhoso. Quem não se emociona com a frase: "If You're A Bird, I'm A Bird.."

The Saddest & Best Notebook moments



The Notebook If You're A Bird, I'm A Bird

Infelizmente, a melhor delas, para mim, não está acessível para a incorporar aqui. Como tal, terá que ser vista directamente no Youtube.

Este cenário dos Cisnes, é absolutamente delicioso...

13 comentários:

Anónimo disse...

O amor é sempre um grande tema, mas só traz grandes ilusões. As pessoas que se amam vão acabar por descobrir que aquela pessoa não as ama assim tanto, mas está apaixonada por um ideal e sobretudo pela forma como o outro o faz sentir. Mudando isso, vai-se o amor. É bonito ler isto, faz-nos bem sentir isto, mas no fundo é tudo igual.

Dani

Carolina Tavares disse...

O amor nos faz voar.

Lindo.

Beijos

Voador disse...

Dani,

Perdoe-me mas não vejo as coisas dessa forma! Porque é que o amor tem que ser visto como um ilusão? Se é, de facto, uma ilusão, então não é amor!!! Pode ser um estímulo recebido, resultante de uma vida monótona, onde se encontra a tal "ilusão", uma consequência de uma desilusão qualquer de amor para uma vida que já conheceu melhores dias, etc, etc...
Amor, Amor, daquele verdadeiro que nos conquista e arrebata quando chega, muda tudo, sim! Muda a nossa maneira de "amar", de dar e receber amor, a maneira como nos sentimos com o outro e, sobretudo, sabemos que é mesmo Amor, assim, com letra grande!

Não é nada igual! Até porque não existem dois amores iguais! Se for igual, quando muito, é um entusiasmo de Verão!

Quanto ao ser bonito ler, e fazê-la sentir bem, vou interpretar essas palavras como um elogio! :-)))

Voador disse...

Carolina,

Faz ter asas e voar!!! É bom vê-la por aqui.

Beijinho

Carolina Tavares disse...

Sinto falta de seus posts sempre tão afetivos.

Passei para deixar meus votos de um Natal especial com amor, alegria, paz e um ano novo com muitas realizações.

Beijos

Anónimo disse...

Eu gosto quando eles se agarram na cena da chuva e dizem "it still isn't over"... é muito romântico. Gostei muito do filme e gostei especialmente de ver como eles se sentiam na presença do outro e do facto de nunca se terem esquecido. É uma história de contos infantis.

Estive a ver esta cena http://www.youtube.com/watch?v=dplcTNF-Jeg. É muito bonita porque nos filmes tudo acaba bem. É pena que na vida real não existam amores assim. Não existem não. Já está mais do que comprovado!

Anónimo disse...

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Brandie disse...

Olá

Que saudades de ler o que escrevias...
Volta!

Joel Pinto disse...

Olá, Brandie.

De facto, também tenho muitas saudades de escrever! Por várias razões, mas, sobretudo, pelo "sofrimento" que só a escrita proporciona.
Além disso, a semelhança entre a ficção e a realidade, por vezes, pode ser assustadora...
... talvez seja caso para dizer "why didn't you write me?"

Brandie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Joel Pinto disse...

... and still isn't over??

Brandie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Acabei de ver que está a dar este filme na Tv:)
É lindo e quem puder assistir com um grande amor deve ter outro sabor.